Brasil caminha para ‘desastre econômico’, diz presidente da Companhia Siderúrgica Nacional

Foto: Reprodução

O diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steibruch, analisou a situação econômica do Brasil, em artigo escrito para o jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (10), e disse temer que o país entre em uma ‘recessão aguda’ neste ano. Steibruch destaca o aumento da taxa básica de juros para “inacreditáveis 12,75%” e a inflação acima do teto da meta que, segundo afirma, tem reduzido o número de empregos, as vendas do varejo e a produção industrial. “O país perdeu mais de 81 mil vagas de emprego no primeiro mês do ano. A receita do governo, apesar do fim de desonerações de alguns tributos, também caiu em janeiro”, pontou. Na avaliação do executivo, a crise na Petrobras, provocada pela descoberta do escândalo de corrupção investigado pela Policia Federal e por atrasos na divulgação do balanço financeiro, “aprofunda e paralisa negócios em toda a cadeia do setor”. Steibruch ressalta que os aumentos nos impostos se tornaram uma marca do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). “Nunca fui pessimista com o Brasil. Confesso, porém, que, a esta altura, temo que 2015 venha a ser um ano de recessão aguda. Nem quero arriscar um número para o PIB porque poderia ser tachado de terrorista, mas, no ritmo atual da carruagem, caminhamos para um desastre econômico que dificilmente será esquecido”, disse o presidente da CSN, além de defender que, no momento, o Brasil necessita de união nacional e não de conflito.

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