Justiça pede prisão de dirigentes do Barcelona por contratos de Neymar

Foto: Albert Olive / EPA / Reprodução

A transferência de Neymar ao Barcelona pode acabar com a prisão de cartolas que intermediaram a contratação. Na manhã desta segunda-feira (23), o Ministério Público da Espanha pediu uma pena de dois anos e três meses de prisão para o atual presidente do Barcelona, Josep Bartomeu, e sete anos para seu antecessor, Sandro Rossell, por crimes fiscais no caso da compra de Neymar do Santos para o clube catalão. Pelas investigações conduzidas pela Justiça da Espanha, Neymar representou um custo total de 83,3 milhões de euros, e não 57 milhões de euros como havia sido revelado pelo clube. O MP considera que existem bases para julgar os cartolas e, depois de avaliar 13 contratos entre o jogador e o clube de 2011 a 2013, a conclusão é de que os dirigentes fraudaram o fisco em 13 milhões de euros. O MP concluiu as investigações que haviam sido iniciadas em 2013 e sugere o julgamento dos cartolas. Além disso, o fiscal pede uma multa de 33 milhões de euros sobre o clube. Segundo a Justiça, Rosell “encobriu ou ocultou o que seria na realidade um aumento do custo para o clube da compra do jogador”. Rosell era amigo pessoal de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e manteve uma série de acordos com o ex-dirigente brasileiro. Um deles foi o contrato da Nike com a CBF. De acordo com o MP, Rosell tentou “fragmentar o pagamento em diversas partes”, simulando transferências para empresas que só existiam no papel.

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