Destino de doações para Mariana é investigado pelo MP

O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, cujos donos são a Vale a anglo-australiana BHP, causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Inicialmente, a mineradora havia afirmado que duas barragens haviam se rompido, de Fundão e Santarém. No dia 16 de novembro, a Samarco confirmou que apenas a barragem de Fundão se rompeu. Local: Distrito de Bento Rodrigues, Município de Mariana, Minas Gerais. Foto: Rogério Alves/TV Senado

Foto: Rogério Alves/TV Senado

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) abriu inquérito civil na quarta-feira (13) para investigar a destinação dada pela prefeitura de Mariana às doações arrecadadas para vítimas da tragédia que destruiu o distrito de Bento Rodrigues. De acordo com O Globo, a prefeitura será notificada nesta quinta (14) e terá cinco dias para responder as perguntas do MP sobre o valor arrecadado e os critérios de repasse. Pouco mais de dois meses depois do desastre, ocorrido em 5 de novembro, os moradores ainda não tiveram acesso ao dinheiro arrecadado. Também na quarta, a Polícia Federal informou que indiciou a Samarco, a Vale, a empresa Vogbr e mais sete executivos e técnicos por crimes ambientais decorrentes da tragédia, ocorrida em 5 de novembro. Entre eles, está o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. Em nota, a PF informou que as investigações continuam e podem ocorrer novos indiciamentos.

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