Ipiaú: Comunidade denuncia extração ilegal de areia do Rio das Contas

albio

Foto: Albione Souza

Material essencial para o setor de construção civil, nem sempre a areia tem um destino correto. Não é raro encontrar pessoas retirando areia das margens do Rio das Contas em Ipiaú. O educador Albione Souza flagrou uma dessas situações no areão do Arara, inclusive um veículo era utilizado para o transporte da carga. Um morador próximo ao  local contou à reportagem que as vezes até crianças atuam junto com adultos na retirada de areia. ” Atenção secretaria e entidades de proteção ambiental em Ipiaú. Fiscalizem a retirada de areias que está ocorrendo na área de lazer do ARARA. Se liguem “, contou Albione .  Acontece que para realizar a extração do recurso mineral, é necessário obter a licença ambiental  , sendo que uma grande parcela que se vale da extração de areia como sustento não possui esse documento. Na área urbana, contudo, a situação costuma ser mais preocupante. Isso porque além de se tratar de cursos d’água bastante fragilizados. A extração irregular de areia das margens do leito pode acarretar alterações no lençol freático, desbarrancamento das margens e assoreamento do rio. Caso seja utilizado maquinário, há risco de contaminação da água pelo óleo e graxa, junto à flora e fauna.

Penalidades
Se durante a averiguação da denúncia, os suspeitos são pegos no ato, é lavrado um termo circunstanciado, que culmina com uma audiência judicial. Também é encaminhado um relatório para o Ministério Público Federal, já que se trata de usurpação de bem da União. A pena para este tipo de situação varia de seis meses a um ano de prisão, com multa variando de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil por hectare ou fração de terra. Infelizmente, muitas famílias sobrevivem através dessa ação irregular. Mesmo não conseguindo obter a licença ambiental , continuam as atividades. E a grande maioria que é flagrada na atividade afirma que o material é vendido para empresas de construção civil. O valor do material é baixo e varia de R$ 3 a R$ 5 cada 20 quilos. Contudo, o material retirado  nem sempre é o ideal para obras, podendo  ocasionar prejuízos para os próprios empreendimentos, além de degradar o meio ambiente. (Panorama Ipiaú)

Leia também

WhatsAppLinkedInGoogle+Outlook.comGoogle GmailEmailPrint

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *