Líder do massacre ao presídio de Feira de Santana morre em confronto com a polícia

Foto: Divulgação / Polícia Civil

O mandante do massacre de presos e familiares, em 2015, no Presídio de Feira de Santana, durante uma visita, morreu nesta sexta-feira (27) em confronto com a polícia. Ronilson Oliveira de Jesus, conhecido como Rafael, tinha 29 anos e, reagiu a uma abordagem de policiais da Coordenação de Operações Especiais (COE), da Polícia Civil, que cumpriam três mandados de prisão, numa operação do Departamento de Polícia do Interior (Depim). A ação aconteceu em Vila de Abrantes, bairro de Camaçari, município da região metropolitana de Salvador. Com o criminoso, foram apreendidos 430 quilos de drogas. No confronto, que aconteceu em via público, o acusado foi ferido e levado para o Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a polícia, a operação para prisão do traficante começou a ser planejada no fim do ano passado, quando agentes descobriram que ele estava morando na localidade, a partir dai, Rafael passou a ser monitorado. Na casa do criminoso, foram encontrados cadernos de anotações e muita munição para fuzis 556 e 762, além de, 762 curta para metralhadora AK. No local foi encontrada ainda, uma chave de outra residência, localizada em Vida Nova, em Lauro de Freitas, lá estavam guardados 425 quilos de maconha e cinco quilos de cocaína. Dois veículos foram apreendidos, um modelo celta vermelho e um prisma branco, eles foram encaminhados para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT). O criminoso era líder de uma quadrilha de tráfico de drogas, que age em Feira de Santana e Salvador, com atuação no Bairro da Paz e em Itapuã, o homem já foi o Valete de Ouros do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Na ocasião, ele era acusado de tráfico de drogas, homicídio e formação de quadrilha. Além disso, Rafael é suspeito de vários roubos a bancos no interior do Estado, ele portava carteira de identidade falsa, em nome de Thiago Pereira Canuto, também apreendida. No massacre liderado por ele em Feira de Santana, a rebelião foi ordenada com o objetivo de matar o ex-comparsa e também traficante Haroldo de Jesus Brito, o Haroldinho, com quem cumpriu pena no local e se desentendeu (relembre aqui). Os dois lideravam o tráfico de drogas em Feira em conjunto, mas se tornaram rivais após o confinamento. Rafael saiu do presídio 38 dias antes do massacre, em 16 de abril de 2015, liberado pela Justiça.

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