Motociclista morre em trágico acidente após ser degolado por cabo de aço

Vídeo é de 2014, mas voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias.

Um vídeo que ressurgiu nas timelines do Facebook contem cenas muito fortes, mas que podem ajudar a alertar para que acidentes semelhantes não aconteçam mais. Trata-se de um motociclista que acabou morrendo após ser degolado por um cabo de aço esticado em uma via da cidade de Criciúma, em Santa Catarina. Dilnei de Souza Ferreira, 44 anos, estava passando com sua moto na Rua Salvador, no bairro Brasília, quando bateu contra o cabo de aço que tentava rebocar um caminhão que carregava um chalé. Ele vinha numa velocidade média e poderia ter tido a cabeça decapitada. Ainda que isso não tenha ocorrido, o impacto da queda sobre o asfalto foi muito grande, levando ao óbito imediato.

O vídeo mostra que o cabo de aço estava atravessado no meio da rua sem qualquer tipo de sinalização. O motociclista desavisado não tinha como prever a acidental armadilha de morte. Quando ele se aproximava, um homem assovia para tentar alertá-lo, mas não adiantou. O rapaz já estava perto demais do cabo, que estava sendo puxado por uma retroescavadeira localizada no outro lado da rua. Notícias veiculadas na época dão conta de que após o acidente, o condutor da retroescavadeira fugiu do local. A mulher que estava filmando a casa ser rebocada não acreditou quando registrou o momento da queda. Em estado de choque ela repetiu várias vezes “Meu Deus”.

A vítima residia a menos de 200 metros do local do acidente. Bombeiros foram chamados para prestar socorro, mas não houve tempo de salvar o motociclista. Já o condutor do caminhão foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento e explicar o motivo de não ter havido qualquer tipo de sinalização na hora.  Chovia no momento da colisão. Devido o impacto, o capacete do motociclista foi arremessado para a lateral da rua.

Na ocasião, o episódio foi tratado pela Polícia Civil como homicídio culposo, que é quando não há a intenção de matar. O delegado frisou na época que não foi um mero acidente, já que embora a vítima estivesse em alta velocidade, os motoristas do caminhão e da retroescavadeira colaboraram com a morte dela. Os argumentos para essa conclusão é de que eles trabalhavam sem autorização e sem sinalização.Um inquérito policial foi instaurado com os condutores sendo indiciados por homicídio culposo após a tomada dos relatos das testemunhas oculares.As autoridades de trânsito confirmaram que o caminhão não estava autorizado a realizar o transporte da casa. Esse procedimento só pode ser feito em horários de pouco movimento e com escolta da Guarda Municipal.

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