PF e CGU explicam como funcionava os desvios dos recursos da educação em Jequié

Superintendente da CGU e delegado da PF detalharam a investigação.

A Polícia Federal cumpriu mandados nas cidades de Jequié e Jaguaquara, além de Salvador, na manhã desta terça-feira (5). A operação visa combater crimes de desvio de recursos públicos destinados à área da educação. Cinquenta e oito policiais federais e seis auditores da Controladoria Geral da União cumpriram 23 mandados de condução coercitiva, 18 de busca e apreensão e cinco mandados de medidas cautelares nos três municípios, na Operação Melinoe [que na mitologia grega, é a deusa dos fantasmas]. Entre os alvos da operação está uma ex-vereadora de Jequié, que desviava recursos por meio de um suposto fornecimento de funcionários terceirizados fantasmas, segundo a PF. Entre esses funcionários, que deveriam atuar na Secretaria de Educação do Município, estavam dois sobrinhos da vereadora que não residiam na cidade. O nome da ex-vereadora não foi divulgado pela Polícia Federal. De acordo com o delegado da PF, a empresa, que era regularizada, concorreu a licitação com outras fantasmas – uma delas pertencia a um vereador do município. “A prefeitura contratou essa empresa de terceirização na área da educação e da saúde para gerir o contrato, que foi sendo prorrogado todos os anos. Inclusive continua em vigor”, explicou o delegado Rodrigo Souza Kolbe, durante uma coletiva de imprensa realizada na sede da PF em Vitória da Conquista.

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