Pais investigam prisão do filho e juntam provas para contestar versão de policiais

Pais investigam prisão do filho e juntam provas para contestar versão de policiais

Foto: Ana Branco / Extra

Na noite do dia 15 de julho de 2016 o contador José Ricardo Germano Fortuna, de 48 anos recebeu a notícia de que seu filho de 19 anos havia sido baleado e preso. De acordo com o Extra, o jovem havia sido acusado pela polícia de tentar atirar em um policial e de carregar 4kg de maconha. Após o ocorrido, José Ricardo e sua esposa, a pedagoga Luciana da Silva Fortuna, de 43 anos, passaram a tentar entender o que havia, de fato, acontecido naquela noite. Durante três meses os dois percorreram o bairro de Maria da Graça, na Zona Norte do Rio para tentar encontrar imagens de câmeras de segurança em que o suposto crime teria ocorrido e testemunhas que pudessem ter visto o que aconteceu. Os pais coletaram provas por conta própria e o jovem foi solto por decisão judicial em 2016. No dia da prisão, os dois policiais afirmaram em depoimento que teriam abordado o jovem após denúncia anônima de venda de drogas no local onde ele se encontrava. No momento eles disseram para o filho de José “não tentar nada pois já tinha perdido”. No momento, o estudante teria pego um revólver e, para se defender, um dos policiais teriam atirado com fuzil na perna dele. Os agentes afirmaram que ainda encontraram drogas em uma mochila que o menino usava. O pai convenceu um dono de bar que fica próximo ao local onde ocorreu o crime a lhe ceder imagens de segurança. O vídeo mostrou uma cena diferente: o jovem teria corrido dos policiais, sem armas em mãos e sem mochila nas costas. Após assistirem a cena, José Ricardo e Luciana buscaram testemunhas que estavam no local e questionaram o que havia acontecido na noite do dia 15. As testemunhas contaram que o jovem não estava armado, não tentou atirar nos agentes e foi atingido depois que fugiu da abordagem e prestaram depoimento em juízo a favor dele. Apesar disso, o estudante foi condenado pela juíza Marta de Oliveira Marins, da 23ª Vara Criminal, a cinco anos de prisão por tráfico de drogas, levando em consideração apenas o depoimento doas agentes. O jovem de 19 anos está recorrendo em liberdade. “Quando vi o vídeo do bar, ficamos confiantes. A sentença foi um banho de água fria, mas ainda acreditamos que a justiça vai ser feita”, disse José Ricardo. O filho dele contou aos pais que “esperava pela namorada, que voltava do trabalho de metrô, quando foi preso. Ele diz que não estava com a droga e nem armado e que se desesperou quando o policial disse para ele colocar a mão na cabeça porque estava preso”. A assessoria de imprensa da Polícia Civil disse ao Extra que “a ação ocorreu de forma legal e legítima” e que o vídeo obtido pelos pais do jovem, “apenas aparece um elemento correndo, não sendo possível concluir se é ele”.

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